‘Vocês acham que Bolsonaro já leu um livro?’, pergunta Wágner Moura

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De tanto mandarem, Wagner Moura foi para Cuba – temporariamente. O ator e agora diretor foi à ilha socialista para a gravação do filme “Wasp Network”, do cineasta francês Oliver Assayas. No entanto, antes de viajar, o baiano marcou presença no Festival de Berlim, onde fez a exibição do seu primeiro longa na direção, “Marighella”.

Em coletiva de imprensa, Wagner Moura falou sobre o viés ideológico da obra, criticou o presidente Jair Bolsonaro e afirmou que o longa era maior do que o próprio capitão reformado. O diretor também disse estar preocupado com o futuro da “arte” e da “cultura” no Brasil no novo governo e questionou: “‘Vocês acham que Bolsonaro já leu um livro? Honestamente: Que já foi a um teatro?”.

Nos tempos de compartilhamento em massa, por meio de redes sociais e Whatsapp, o ator que viveu Pablo Escobar na série “Narcos” diz que as fake news foram uma das responsáveis pelo resultado nas eleições. Ele utilizou como exemplo a notícia falsa de que Manuela D’Ávila (PCdoB), então candidata à vice-presidente, usaria uma “mamadeira de piroca” para alimentar a filha.

“No Brasil, quem ganhou as eleições? Não foram só os erros da esquerda. Coisas como a mamadeira de piroca. A mamadeira de piroca ganhou as eleições no Brasil! E não estamos falando só do Brasil: fiquei sabendo que Donald Trump mente 11 vezes por dia. Vivemos em um momento em que a verdade não importa. Não importa! Seja lá o que fizerem [a extrema-direita] – dizer que estou cheirado, ou que a esquerda distribuía a mamadeira de piroca – funciona”, explica o ator, que diz que já começaram os ataques cibernéticos.

“Já está acontecendo uma campanha de descrédito de minha pessoa. É horrível, mas estou pronto. Antes de vir para Berlim, dei entrevista para o portal de esquerda Brasil de Fato. No final, disse que adoraria ter uma troca de ideias com alguém da direita brasileira. Mas quando eu olho para o espectro da direita no Brasil, eu não vejo ninguém com quem eu de fato gostaria de sentar para conversar, porque são tão agressivos, medíocres”, dispara.
BNews

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