Bahia se recuperou da derrota para o Corinthians em grande estilo. De volta à Fonte Nova e empurrado pela torcida, o Tricolor não deu chances ao Botafogo e venceu o adversário por 2 a 0, nesta quarta-feira (25).

Após a partida, o técnico Roger Machado falou exaltou a atuação dos seus atacantes e destacou o fato deles aparecerem na área para completar para o gol no lado oposto da jogada.

“Élber atuando muito bem, premiado com gol. Artur, que a gente vinha cobrando muito, dos nossos dois jogadores de beirada… Por vezes, a jogada estava se definindo e meu ponta estava lá esperando a bola de inversão em amplitude completa do outro lado. A bola chegava em posicionamento na linha de fundo, para cruzamento, e ele estava longe. Hoje eles estavam próximos. Mostrou que orientações foram absorvidas. Gostei do respeito que tivemos pelo adversário, que estava inferiorizado numericamente. Não abrimos mão de atacar e buscar o terceiro gol, que podia ter saído”, afirmou.

Apesar do resultado, o Tricolor teve dificuldades para furar a defesa adversária, mas, após abrir o placar, viu o adversário perder o lateral Gilson, expulso. A partir dai, o time teve total domínio do jogo.

“A gente teve um pouco de dificuldade de novo no começo do jogo, entre a flutuação do Diego Souza, que estava às costas do nosso tripé, não estávamos encontrando um ponto para marcar, Diego estava flutuando, acionou uma bola muito rápida, estava municiando jogadores pela beirada. A gente tentou ajustar a marcação, principalmente na saída do Guerra, que estava pressionando o zagueiro e não precisava, podia deixar Gilberto fazer essa função. A gente ajustou”, disse e completou.

“O que a gente vinha tentando encontrar e buscando equilíbrio era no posicionamento para o Guerra no sistema. O que a gente tinha conversado é que, em alguns momentos, por tentar encontrar o melhor posicionamento, falei que ele estava procurando espaço, mas muitas vezes se deslocava e o espaço estava ocupado, ele ia na contramão do jogo. Dividimos o campo em dois. Do lado esquerdo, a função dele é ser articulador, trocando de posição com Élber; do lado direito, que ele permitisse que Flavio entrasse dentro do campo e, quando chegava no final do campo pelo lado direito, fosse mais meia-atacante, para ter presença de área. Funcionou bem. Organizamos muitas jogadas pela esquerda com ele articulando. Pela direita, ele também entrou bastante na área. O caminho que conseguimos é o casamento das funções”.

O comandante também aproveitou a ocasião para elogiar o lateral-esquero Moisés, que vinha sendo criticado pela torcida.

“Na coletiva de semana, eu havia falado que parte da responsabilidade do atleta é dos companheiros e do treinador. O treinador, com as orientações; o atleta com a sua virtude; e os colegas, por usar essa virtude. Hoje o Moisés teve essa virtude usada. Atacar em profundidade com força e velocidade lançada. Foi acionado e contribuiu como o que entende de melhor. Assim vai ajustando. O trabalho é de tranquilizar o atleta, reposicionar, mostrar vídeo, dividir o conteúdo de análise, para que ele possa ter a oportunidade de se manifestar e falar das suas dificuldades no contexto coletivo. Hoje a gente usou muito as beiradas, que foi o que faltou no jogo do Fortaleza, fazer o 2 para 1 no corredor lateral, Élber vindo para cima do marcador, o lateral não sabe se vai no meio ou se aciona o companheiro. Com o corredor aberto, o lateral pode passar com força, como foi no gol de Artur e na jogada de profundidade de Artur pelo lado esquerdo, daquele gol do Élber. Trabalho de formiguinha. A gente não acerta tudo num único jogo. É uma construção jogo a jogo. Mas foi um trabalho importante de consciência dos atletas”, afirmou Roger Machado.

Agora, os comandados de Roger Machado voltam a campo na segunda-feira, contra o Avaí, na Ressacada.

Bnews.

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