Com 3 casos confirmados, MG lança plano para conter volta do sarampo 1

A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais elaborou um Plano de Contingência para planejar medidas para prevenir e controlar a incidência do sarampo. Desde o início do ano, o Estado confirmou três casos da doença(sendo um deles importado) e investiga outros 13. Ao todo, 93 suspeitas foram descartadas. 

O Plano de Contingência do Sarampo prevê as ações que os órgãos devem adotar em caso de notificação da doença e detalha quatro níveis de alerta, que variam conforme a incidência do sarampo no Estado.

Para se ter uma ideia, no nível 3, o mais grave, que é acionado em caso de “persistência de transmissão do sarampo por mais de 90 dias, envolvendo mais de um município”, a SES deve enviar alertas aos municípios, realizar videoconferências semanais onde houve maior número de óbitos, pedir auxílio ao Ministério da Saúde, fortalecer núcleos de vigilância epidemiológica nos hospitais, dentre outras. 

“O Plano de Contingência do Sarampo tem sua justificativa diante da necessidade da prevenção e sustentabilidade da eliminação do sarampo no território. O cenário no estado reforça a importância da antecipação das esferas de governo ao enfrentamento de eventuais epidemias de sarampo. Esse documento tem como objetivo sistematizar as ações e os procedimentos sob a responsabilidade do Estado, de modo a apoiar, em caráter complementar, as ações dos municípios”, explica o coordenador de Doenças e Agravos Transmissíveis, Gilmar Rodrigues.

Casos

Até o momento, Minas Gerais confirmou três casos da doença neste ano. O primeiro deles foi diagnosticado em Betim, na Grande BH, e se trata de um caso importado. Um italiano que vive na cidade deu entrada em uma unidade de saúde após voltar de uma viagem à Croácia e Itália entre o fim do ano passado e o começo de 2019. 

O outro caso confirmado é de um homem de 25 anos, sem comprovante vacinal, e que mora em Contagem, também na Grande BH. Esteve em Trindade (PE) em fevereiro de 2019. Foi atendido em uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento) em Belo Horizonte e hospitalizado com suspeita de dengue, mas com clínica compatível com sarampo. Um exame confirmou a doença mais tarde. 

Já o terceiro caso confirmado é de uma adolescente, 13 anos, portadora de lúpus, residente em Belo Horizonte. A jovem esteve em Porto Seguro (BA) e Almenara, no Vale do Jeuitinhonha, a 721 km de Belo Horizonte, no mês de janeiro. Ela havia recebido uma dose da vacina tríplice viral em 2011, mas um exame também confirmou a suspeita de sarampo. 

Doença

O sarampo é uma doença viral, infecciosa aguda, grave, transmissível de pessoa a pessoa por meio de secreções presentes na fala, tosse, espirros ou até mesmo respiração. Dessa forma, é uma doença com alto potencial de contágio e comum na infância. O sarampo começa inicialmente com febre, manchas avermelhadas que se distribuem de forma homogênea pelo corpo, sintomas respiratórios e oculares.

A Secretaria de Estado de Saúde alerta que, se a pessoa apresentar esse quadro de sintomas, deve procurar uma unidade de saúde imediatamente.

“No sarampo, além da febre e exantema, a pessoa também pode apresentar tosse, coriza, conjuntivite e manchas brancas que aparecem na parte interna da boca, conhecidas como sinal de Koplik”, detalha o coordenador de Doenças e Agravos Transmissíveis, Gilmar Rodrigues.

Prevenção

A única forma de se prevenir contra o sarampo é por meio da vacinação. Tanto a Tríplice Viral, que protege contra o sarampo, a rubéola e a caxumba, quanto a Tetra Viral, que protege contra o sarampo, a rubéola, a caxumba e a varicela (catapora), fazem parte do calendário de vacinas disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS) e estão disponíveis em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS) de forma regular e contínua.

Conforme o Ministério da Saúde, cada pessoa entre 1 ano e 29 anos de idade deve tomar duas doses da vacina, sendo uma dose da Tríplice Viral aos 12 meses de idade e uma dose da tetra viral aos 15 meses de idade. Para ser considerada protegida, uma pessoa de até 29 anos deverá ter duas doses comprovadas em caderneta de vacinação. Já para pessoas de 30 a 49 anos de idade, é necessário ter uma dose da Tríplice Viral.

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