Após anúncio de Bellintani, Coronel diz que está à disposição do governador para disputar prefeitura

O Senador Angelo Coronel (PSD) avaliou no início da tarde desta segunda-feira (30) que o anúncio de o presidente do Bahia Guilherme Bellintani não se candidatará a prefeitura de Salvador “não muda nada” dentro da base do governador Rui Costa (PT). 

Durante conversa com o BNews, Coronel avaliou que o grupo político tem nomes com peso e expressão eleitoral suficientes, e disse que seu nome está à disposição do governador Rui Costa (PT) para a disputa. 

“Não conheço os predicados administrativos dele, até porque não conheço Bellintani pessoalmente. Não posso tecer comentário positivo ou negativo”, disse. Ele admite que apesar de ter construído uma hegemonia no Estado ao longo de 16 anos, o grupo político do governador de fato deixou de focar na capital. 

Contudo, Coronel pondera que com a base unida não existe a necessidade de importar um nome externo para concorrer ao Executivo municipal.  “Qualquer nome será bem-vindo [na base] como soldado. Não como capitão, muito menos como coronel”, advertiu. 

Questionado quanto aos nomes mais fortes da base na sua opinião, Coronel citou o deputado federal e pré-candidato pelo Avante, Pastor Sargento Isidório; a deputada federal e presidente do PSB baiano, Lídice da Mata; a deputada estadual e pré-candidata do PCdoB, Olívia Santana; e ele próprio.

De acordo com o senador, a presidência do PSD tem interesse em apresentar uma candidatura própria através do seu nome. Ele avalia também que “qualquer nome do PT terá a sua densidade” na disputa pelo palácio Thomé de Souza. 

Coronel afirma que coloca seu nome está à disposição para o pleito, mesmo não sabendo se os votos que teve na Capital em 2018 – durante a eleição para Senador – se converteriam em eleitorado para o Executivo municipal. 

“Caso a base se una, e o governador Rui Costa – que é o grande técnico do time – me escale, estarei habilitado. Meu título é de Salvador”, afirma. O senador acredita que Rui deve apoiar, ao menos, dois candidatos para a prefeitura. 

Para Coronel, Isidório não deve abrir mão de efetivar sua candidatura ocupando uma das vagas. Nesse contexto, a segunda vaga poderia ser ocupada por ele. Questionado sobre a possibilidade de a estratégia pulverizar votos, e consequentemente fortalecer a oposição, o senador diz que não vê problema em adotar a tática em uma eleição com dois turnos.

Ele cita como exemplo a eleição de 2008, quando o então governador Jaques Wagner apoiou três candidatos à prefeitura de Salvador: Walter Pinheiro, João Henrique e Antônio Imbassahy.  

Coronel também avalia que o governador e o prefeito ACM Neto (DEM) gozam de semelhante prestígio junto ao eleitorado, e que a eleição do próximo ano será vencida por quem tiver o maior poder de transmissão de votos. 

Contudo, fazendo uma analogia com o ato de doar sangue, o senador valia que tão importante quanto ter um bom doador é ter um receptor compatível – um candidato capaz de usufruir do capital político oferecido.