Júlio Cesar Cavalcanti Ferreira, um dos advogados investigados pela Operação Faroeste por suspeita de participar do esquema de venda de sentença e grilagem de terras, movimentou R$ 41 milhões entre janeiro de 2013 e outubro deste ano. As informações são da coluna Satélite, do jornal Correio, deste sábado (23).

De acordo com a nota, denúncia feita pelo Ministério Público Federal (MPF) ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) revela que, segundo quebra de sigilo bancário do suspeito, há ao menos R$ 4,38 milhões sem origem ou destino identificados pela Polícia Federal.

Em um dos diálogos interceptados pelos investigadores da Operação, outra advogada que estaria envolvida no esquema que de venda de sentença, que beneficiava grilagem de terras no oeste baiano, Rosimeri Zanetti, é flagrada negociando repasse de R$ 6 milhões para Ferreira.

Operações suspeitas

Ainda segundo a coluna, nas quebras de sigilo da Operação Faroeste analisadas pela PF foram detectados indícios de irregularidades em duas operações bancárias nas contas de Júlio Cesar Cavalcanti Ferreira.

Uma delas trata-se de depósitos realizados por Rosimeri Zanetti, que totalizaram R$ 931.570. Dois deles no valor de R$ 400 mil cada foram realizados em 10 de abril de 2018, quando Ferreira atuava como assessor de desembargador do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA).

Outra movimentação suspeita teria ocorrido em 3 de dezembro do ano passado, através de um saque eletrônico no valor de R$ 1,75 milhão. As interceptações telefônicas revelam tratativas referentes à possível compra de uma mansão avalida em R$ 4,5 milhões.

BNews.

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